quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Felicidade


Felicidade – é este o clamor de toda a criatura.
Todo o resto é meio – somente a felicidade é um fim.
Ninguém deseja ser feliz para algo – quer ser feliz para ser feliz.
A felicidade é a suprema auto-realização do ser humano.
Que é ser feliz?
Ser feliz é estar em perfeita harmonia com a constituição do universo, seja consciente, seja inconscientemente.
Aqui na terra somente o homem pode ser conscientemente feliz – e inconscientemente infeliz.

Huberto Rohden
Livro: “O caminho da felicidade”

Sujeitos e objetos do acaso.

Minha geração logo será recolhida aos nossos antepassados sem deixar um
mundo melhor. Lamento, ainda não nos cansamos das guerras, ainda não
soubemos acabar com holocaustos étnicos, ainda não tivemos coragem de criar outra estrutura econômica global, mais justa e menos destruidora do meio ambiente.
A próxima geração chega com a nobre missão de cumprir a trágica
responsabilidade de conciliar este século, que se encapsulou em menos de uma década, com o milênio que ainda não nasceu.
Acordei inquieta com os obstáculos que meus descendentes enfrentarão num
futuro que vem chegando, parecido com um barril, solto ladeira abaixo. Sinto compulsão de oferecer conselhos, mesmo sem ter sido solicitado.
Diferenciem entre o permanente e o movediço. De antemão, sei que isso não lhes será fácil; essas verdades nunca são óbvias. Elas só pertencem aos que amam os poetas com seus versos, os músicos com suas fantasias e os pecadores com suas imperfeições. Para perceber a vida, precisamos de ouvidos que ouvem o inaudível, coração que sente o imperceptível e espírito que intui o divino. Alimentem a alma com palavras e exercitem o espírito com atos de bondade.
Afeiçoem-se do que é precário; não se encantem com o sólido. Deus se mostra nos momentos incomuns e silenciosos da catedral; ou no sorriso do bebê; ou no brinde da refeição; ou no gesto de estender o lenço que enxuga a lágrima. Ele pode manifestar-se até quando o telefone se intromete, inconveniente. Sempre que converso no balcão do cafezinho, suspeito estar rodeado de anjos. Perceberemos um pouquinho do divino se conseguirmos congelar um súbito e desprezível segundo, numa memória eterna.
Desdenhem as certezas; elas produziram ódios, preconceitos e o alheamento das pessoas. Prefiram navegar nas águas menos tranqüilas das dúvidas. Troquem convicção por fé. Não temam acender lanternas com o óleo de suas angústias. Acolham as fagulhas oferecidas por seus semelhantes, homens e mulheres de boa vontade. Somem seus diminutos feixes de luz e clareiem as sendas menos viajadas. Entrem por portas enferrujadas, optem pelos labirintos mais complicados, não hesitem cruzar pontes inseguras. Escondam-se do fulgor do sol e saibam também amar as noites sem estrelas. Não evitem as casas onde há luto.
Todos somos, simultaneamente, cobaias e artesãos da história, sujeitos e
objetos do acaso, autores e personagens do espetáculo da vida; assim,
guardem na lembrança o que pode lhes dar esperança.

ADMITO QUE PERDÍ
Composição: Paulinho Moska

Se você não suporta mais tanta realidade
Se tudo tanto faz, nada tem finalidade
Então pra quê viver comigo?

Eu não vou ficar pra ver nossa ponte incendiada
Nossa igreja destruída, nossa estrada rachada
Pela grande explosão que pode acontecer no nosso abrigo

Olhei pro amanhã e não gostei do que vi
Sonhos são como deuses
Quando não se acredita neles, deixam de existir
Lutei por sua alma, mas admito que perdi

E agora vou me perder nesse planeta conhecido
Intuir novos mistérios que ficaram escondidos
Naquelas palavras marcadas na sua carta de Adeus

Meu corpo vai sobreviver mesmo estando ferido
E até na hora de morrer eu não vou me dar por vencido
Porque sei que meus perdões vão estar bem ao lado dos teus

Olhei pro amanhã e não gostei do que vi
Sonhos são como deuses
Quando não se acredita neles, deixam de existir
Lutei por sua alma, mas admito que perdi.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Barulho de Amor!


A poucos dias, eu apaguei as velinhas fiz 33 aninhos....nossa!
Acordei neste dia, depois de uma madrugada turbulenta (tive convulsões, falta de ar, vomito, enfim...), foi uma noite bem agitada e com novidades, nunca tinha vivido nada parecido, mas enfim, o dia raiou, os pássaros começaram a cantar, o sol a brilhar...
Mas a aniversariante não estava bem, não estava feliz, não estava nem se quer com ânimo pra levantar da cama. Olhei ao meu redor e vi que estava só, todos estavam em seus afazeres, mas justo hoje? Justo no meu dia? Queria almoçar com eles, queria ouvir o barulho deles (são barulhentos pra dedéu), queria sentir a animação costumeira da casa, queria eles juntos de mim, não queria me sentir só justo no meu dia. Mesmo sabendo que era inevitável, não se pára as atividades por causa de aniversários. Por isso eu entendi, sei que se pudessem estariam comigo, são pessoas responsáveis afinal de contas. Percebi que no dia do meu aniversário ou eu estou muito animada ou estou muito triste, mas já fazia muitos anos que eu não me sentia assim, foi um misto de tristeza – solidão – desânimo...nossa, foi chororô o dia todo, quem me ligou pra parabenizar me ouviu chorando, foi um mico total...mesmo a noite perceberam meus olhos inchados, mas enfim, quando a noite chegou eu já estava melhor, triste ainda, mas bem melhor.
Amigos maravilhosos que eu tenho me ajudaram a mudar o astral, não poderia deixar de falar aqui da homenagem que Luísa me fez, nossa, a coisa mais linda do mundo (chorei mais ainda, só que de alegria), não poderia deixar de falar do abraço maravilhoso que recebí de Simone, minha sobrinha linda, não poderia deixar de falar aqui do carinho que Guguinha me deu quando me viu chorando, não poderia deixar de falar aqui das muitas ligações que recebí, mas em especial a da minha mãe de consideração Nadja (uma luz na minha vida, com toda certeza) sem falar do abraço que ela e Vitor me deram quando cheguei na aula...e quando deu a hora, "eles" chegaram e o barulho habitual voltou a reinar na casa, pensem num barulho bom? Barulho de gente, de vida, BARULHO DE AMOR!

ReCOMEÇAR...


Estou eu aqui, depois de vários pedidos...amigas, sobrinhas, amigos...pois é turmita, fiz um blog e vou usá-lo viu? Não vou fazer como fiz com o outro que o abandonei, coitadinho do Feiticeira Corcunda (kkkkkkk )...
Meu blog será meu mais novo amigo, meu terapeuta, meu psicólogo, meu acessor pra assuntos de Valdete, e bota assunto nisso, aguardem-me!
Enquanto meus textos não chegam, eu pus um que é simplesmente a coisa mais linda que eu já li nos últimos tempos, Nando Cordel estava inspirado quando o escreveu.
É só pra dizer no que EU ACREDITO!

"Eu ainda não sei controlar direito
a natureza exuberante e maravilhosa
que existe dentro de mim;
As árvores da minha bondade
ainda não dão frutos cem por cento doces;
O rio dos meus pensamentos
ainda não despoluiu totalmente;
A lua cheia da minha vida,
não consegue clarear indistintamente;
O mar da minha bondade,
e suas ondas gigantes, ainda machucam;
A chuva de compaixão do meu verão,
ainda causam inundação;
O céu azul do meu planeta íntimo,
se veste de roxo de vez em quando;
Preciso tomar providências;
apesar de ser difícil, vou à luta.
Eu quero colocar na minha noite, lampiões e depois estrelas;
Eu quero engravidar de Amor;
voar nas asas da Sabedoria e da Caridade;
E com muita certeza no coração,
Dar à luz a uma vida plena."

(Nando Cordel)